quinta-feira, 9 de agosto de 2012

EXPRESSIOISMO - dicionário wikcionário verbete

Rua pequena 
pequenina
cabe e coube na pena
do pavão ( que sou! :
Que sou eu?!...)
do faisão...
Mas meã não! :
- anã branca ao sol pálido
cálido
em seu calado
prenúncio da calada
preta na meia da noite
assombrada por trevas riscadas por coriscos
coruscantes
e ribombos no bombo
tambores
desenhando senóides no vento
( As ondas senoidais são o balanço geométrico
Euclides dançante
em corpo de baile
com a dança que balança
e embala
a água e o ar
na corrente eletromagnética
mudando e movendo o espaço
com um dos atributos do tempo
que é o movimento
- motor matemático
na equação literal comunicada
na análise da parábola cartesiana
que dança e canta e dana-se em parábolas!....:
- sem Jesus!!!
Dança é música de Musa em silêncio profundo e longo
- longo gongo!
cujo duo de voz é a melodia e o silêncio
- algébrico silêncio abacial )

A rua com seu casario
vinha de praça com estátua equestre
de presidente egresso do império de barbas
que errava pelo império de Dom Pedro
e rastejava qual quadrúpede
bêbada em tropelias
até uma velha ao cabo da vassoura do vento
- uma velha construção cor cinza-diabos
na pintura do tempo em corpo tatuado de lagarto
aonde funcionara uma indústria
aos pés e passos da linha férrea
e que ficara com inscrição em latim
ao frontispício
depois que abrigara uma academia de ginástica aeróbica
porque não tinha química para ser anaeróbica
respirando por bactérias
( Construindo e desconstruindo a alvenaria negra
lacertídeos que emprestavam matéria
às paredes do galpão
que se constituía em corpo desses lagartos negros cinzas-diabos
ao se cruzarem num ponto de tricô ou croché
da velhinha-do-tempo
que os tecia em uma mantilha
um agasalho ou um sapatinho de bebê )

De um a outro lado da rua
as casas cochichavam
brancas amarelas azuis...
( quatro casas a barlavento da lua
e seis a sotavento do sol )
e cochilavam à noite
remexendo-se na insônia
que não cabia no leito
por causa de um beijo
fora do tempo e do espaço
- ósculo de amantes

livre do mal da bruxa
da maldição da feiticeira
que não pode macular 
o imaculado coração de Maria
que bate o martelo no peito da bem-amada
( Aquele beijo
Oh! aquele beijo delicado!
mui apaixonado!
metade sonho ou a meio ou em meio ao sono
mixórdia de matéria e energia de sono e sonho
onírico e real
ou a um passo do real
- aquele beijo que nunca nos selou os lábios de carne!
vindo direto nos lábios dela
no escuro da câmara
subjugando-nos no enrosco serpentino do silêncio
- beijo de lábios colados...
Ah! inesquecível amplexo de Íncubo e Súcubo
ainda que irrealizado
ou semi-realizado entre o surreal e o real
que perdura dentro da alma
ou das duas almas
que  o quiseram realizar
todavia não o puderam expressar
fora do entre-sono
entre-sonho
que selaram os lábios ali
para sempre
entre o que é sonho e vigília
matéria e energia
Contudo o beijo veio dos lábios da amada real
em natureza física composta
separada de mim apenas pela barra da alva
as penas da garça
e a flor de laranjeira
na guirlanda de noiva
cujo nome está escrito
no paul em que vi a saracura
saracotear-se
em toda a minha poesia
( Minha poesia é uma linguagem
toda  voltada para dentro
que lambe com a língua
o que está no fundo do favo
e  traz à baila
o mel da melhor abelha
retirado do néctar da flor
que preconiza o fruto
a boca e os dentes e a fruta
- o metabolismo, enfim! ))

A idade da rua é a idade da cidade idosa
dos idos do século
com ordens seculares e regulares
ordens para suprir o tempo
e regras para se isolar do tempo
nos claustros dos mosteiros
nas abadias
sob regras
severas regras de São Bento Abade
a tirar o  mosteiro e o monge do mundo temporal
substituindo tempo por regras pétreas
( O que teia aquele tempo
é a teia de aranha
- teia da vida
que telha a dor moral
advinda do social
pela ciência do antropólogo traduzida
em signos e símbolos
que a expressa )

Em menina descalça na monja carmelita
a rua em criança no tempo
devia atravessar-se
nos jogos lúdicos
correndo de um lado a outro da rua
branca rua com cara de lua
branca do branco da nuvem
e da graça da garça refletindo o gládio de luz do sol nas penas
Branco ou alvo garça
do pote da torrente do São Francisco
rio para potes de gerações de homens e ervas
arbustos animais e árvores frondosas 
ter aonde beber
outrossim nas gotas de rocio
no ponto do orvalho
que tecia e guardava um par de sapatos de lã
do bebê que viria em mim
na manhã da outra manhã
ou na madrugada gélida
com vento nas ventas dos moinhos de vento da Holanda
com Van Gogh ainda juvenil
longe plagas da literatura védica
da pintura impressionista e expressionista...
( Quando se é mui jovem
a literatura védica parece distante
- no passo em que pisam as estrelas
longe do burburinho quotidiano 
ela paira sobranceira no espaço sideral
porém com a maturidade e a erudição
acha-se os Vedas no sebo da esquina
em suas garatujas originárias 
O recém-nascido nada sabe do sânscrito
conquanto cante o canto dos Vedas
em seu pranto  
com seu aparelho fonador)

Por um lado da ruazinha mansa e pacata
subia-se lentamente à casa de Rachel
- a "Dona Rachel" de andar algo fleumático
mulher em lipídios
tecido adiposo
onde não pousa a mariposa
de voo piloto na chuça da chuva em chuço sem rebuço
e do vento que ali passava
entre corredores
(  O vento é um corredor olímpico
atleta tetra
no corredor das borboletas
abertas as aletas
alertas no planador
que flutua em flor branca
do ar ao solo
calçados por ervas )

No princípio da rua
casa roxa com alpendre
olhava das janelas para o portão
- roxa casa enroscada na glória matutina
a soprar trombetas lilases
e indo índigo plantar
um bem de raiz
- a anileira!
Indo ainda ao indígena indigente
sem sinal ou som de língua indo-européia
assim como fui também indo índico
pelo caminho do índio e do hindu
com meus versos em trovas
com ovas de peixe
escritos com sumo de limão
no verso anverso do universo
versados em mamão à mão do violão
versejados por versejadores tais e quais
cheios de tantos ais!
na metragem metralha 
esparsa no espaço esparso da tralha...
- ou da gralha grelha galha palha...
Valha-me Deus!... )

No fim da rua
a casa do poeta
ficara com o legado do suicídio
Calçada alta
timbrava a solidão
com o brasão da morte do poeta
que se suicidou
Era um homem de sobrenome Quinaud
senhor de versos versus o mundo
( versado no mundo erudito?! )
com poesia escrita no sumo do limão
no infinito invisível
de uma noite negra e apagada de qualquer luz difusa
até no túnel ou labirinto do sonho
Nunca li um ceitil
nem um til
de sua poesia febril
- poesia para miosótis e sopros de jasmim
e outras flores de sopro perfumado ao vento de escotilha
que vinha na vinha de voz de minha mãe
em gavinhas e uvas no caramanchão ou pérgola
( Minha mãe é quem me falara do poeta suicida
porquanto amava a alma dos poetas
que para ela era um poeta
dentro de outro poeta
numa sucessão de poetas individuais
imbricados no mito de barro e papiro
das águas do pote com peixe de Jesus e discípulos
que era o rio São Francisco
de cachoeira em cachos cantantes
sem a planta do papiro
- Mãe, que se casara com um homem pragmático,
insosso
sem chão na poesia
sem escabelo na arte da erva
arraigado aos vegetais da cerveja
envasada na indústria de silêncio em flor de campo
da deusa Ceres
a senhora dos cereais
maltados ou naturais)

Uma noite
sono em plenilúnio
sonho com novilúnio
em plena travessia pelo onírico
- para o lírico do lírio na lira
entrei pela porta da frente de uma casa daquela rua
e ao sair pelos fundos
abrindo uma porta de madeira
- estava na China comunista!

Rua, ruazinha, travessa, viela... 
 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

GUERNICA - etimologia etimo verbete léxico lexicografia história arte glossário dicionário filosóofico

Todo sistema filosófico ou científico é um sistema de crenças; aliás, mais : todo sistema é um sistema de crenças, crendices. Não há sistema que sobreviva sem a crença depositada nele, nos seus métodos, objetos, conhecimento, etc. O sistema é o ser humano esfacelado ou alienado no intelecto, isento de sentimento, ao menos em tese, pois o homem não pode se livrar  do sentimento, mas a razão sim.
Sistemas de terapias como a medicina natural e a alopata ( alopatia), ou tradicional, no mundo ocidental, bem como  as terapias alternativas, dentre elas a homeopatia, não passam de sistemas de crenças, comungam fé. O mesmo se dá com as dietas ou regimes, por assim dizer. São sistemas fundados em crenças, dentre inúmeros outros sistemas assim assentados  : dieta vegana, macrobiótica... os regimes políticos, que são essas dietas na expressão social ou política; daí "regimes" ser expressão para designar forma racional de alimentação ou de constituição sócio-política.
Há política em qualquer comunidade ou comunicação entre dois seres humanos ou animais e, mesmo entre vegetais, que porfiam por espaço, que significa tempo  ( tempo de vida ou espaço para respirar, processar a clorofila, viver, enfim: isso também é política ), há espaço para muita política subindo as raízes do campo e do vale : é a política da fauna e flora, imprimida pelos seres vivos do bioma, inobservada, despercebida, sub-reptícia,  subindo e descendo pelos caules, hastes, troncos, outras tantas escadas de Jacó invisíveis aos olhos com tampão dos piratas, que só iluminam um lado magro do espaço.
O mesmo ocorre em relação à Yoga, Pilates, Reiki, cromoterapia, acupuntura, radiestesia, dentre outros sistemas de terapias alternativas ou oficiais, com ou sem a chancela do estado ou do tempo em voga. Isso sem se falar nas panacéias,  que funcionam  através do mito arraigados nas cabeças humanas em todas as épocas, porquanto tal mito ( o mito de panacéia, do elixir  da longa vida, que só existe no universo sentimental, o qual exprime e vem a imprimir desejos profundos, arraigados, avoengos, atávicos) vem  represar  e liberar, concomitantemente, uma carga poderosa de aspirações imediatas e miraculosas e sempre urgentes, as quais são parte do mundo onírico a sobreviver na vigília do enfermo sofrido ou do homem em seu quotidiano sempre incerto, conquanto o mito faça desse cotidiano algo líquido e certo, esquecendo que a qualquer momento pode sobrevir a morte ou outras desgraças que grassam.
Tudo no pensamento e práxis do ser humano são meras crenças, belos mitos ( poesias a caminho do esteta que as saboreia ), lendas bombásticas; enfim, sistemas montados para consolo do doente que, inobstante tudo parecer inócuo nas terapias e remédios,  se cura, produz energia curativa graças ao estado da fé ao qual é guidado pela necessidade premente de sobrevida. As crenças, os sistemas de crenças,  carreiam muito poder e energia vital  aos sistemas de terapias
( medicina, religião, psicologia) e vêm mitigar a ansiedade do ser humano, pois o homem quer sempre estar pleno, física e mentalmente, porém nunca se considera tal, está sempre a buscar mais e a demonstrar insatisfação com o presente, quer seja ele bom, agradável ou ruim de todo. Raro o momento no tempo corrente que não incomode o ser humano no seu afã de excedente.Excedente de riqueza, de beleza, de bem-estar, de amor, etc.
Entrementes, as técnicas são válidas, enfrentam a efetividade, e,  ainda que usando de uma dose de  xamanismo de outro naipe, um "xamanismo" ritual ( técnicas são também ritos ou conjuntos de ritos que possibilitam a um resultado, ou ao mesmo resultado sempre que os objetos e demais elementos utilizados forem os mesmos ou similares;   são aptas para levar a graça e o poder  da graça espargida pelas mãos em prece e  louvor à vida do fazer, do fabricar, do industrializar, que, enfim, leva aos bens ou artefatos,  que a os homens em sociedade produzem e põe a circular no mercado que têm de fato; sem ela, a técnica,  os os bens ou artefactos perdem em qualidade ou nada são  senão entes da natureza em estado bruto, como o ouro ou o diamante não lapidado.Tais aparatos técnicos que tornam a ciência útil e prática são veículos da práxis, da práxis que acompanha as técnicas, e sem as quais ( as práxis!) as técnicas não seriam senão gestos mecânicos, infecundos, vanidades. É a práxis que possibilita a realização do evento ( técnico, miraculoso, espetacular ) e o descortinamento de  outros sentidos humanos, que não  os comezinhos.
A práxis é desenhada num conceito e contexto que enfatiza o ato ou atitude do ser humano; atitude essa  não repetitiva, como sói ocorrer com a técnica, atitude mental, operação intelectual fria fundada na concatenação "morta" das operações do intelecto,  sem emoção, matemática, dentro do âmbito de um pura e refinada linguagem estérica do conhecimento de época ( esotérica no sentido aristotélico) ; a práxis não vem, pois, não em salvas, porém livre, por vezes desconexa, e surge no horizonte da oportunidade (oportuna ), com carga  conotativa vigorosa, vital, em linguagem-linguística, para-palavras sentidas e sensíveis na poesia e outras formas de práxis escritas, retiradas da vida humana, que põe atos vitais, posteriormente, como fatos registrados, consubstanciando a memória para a práxis. Difere substancialmente  da técnica, que é outra concepção desenhada, a qual apresenta atos repetitivos, voltados a objetos ou a fabricar artefatos, produzir modificando o corpo dos objetos em mãos e mentes. 
O pensamento carece da práxis para se complementar, para ser um ser efetivo ; sem a práxis não há humanidade, pois o pensamento se torna alienado nas instituições e acrítico. A racionalidade inclina-se, então, para a loucura ou a moira grega. O direito e a política não abrigam qualquer laivo de práxis, são meros fatos que dominam o ser humano e que o homem não é capaz de controlar, porquanto são entes sociais e "sobrevivem" sem a intervenção do indivíduo ; nascem do espírito coletivo, são seus efeitos. Aqueles que poderiam, talvez, colocar uma forma ( norma?! ) de práxis na política e no direito são indivíduos que, em geral, não tem práxis algumas, mas apenas discursos ocos, demagógicos, baseados no erro e no interesse : políticos e a juristas. Daí não haver quase nada que seja mais desumano e cruel que o direito e a política, ambos instintos animais racionalizados até onde for possível racionalizá-los, ou seja, até onde não sejam atingidos minimamente os interesses ignóbeis dos que detêm o poder político e que fazem as leis e o direito : os membros dos três poderes que disputam o butim do bútio. Política e direito são instrumentos de dominação e de suplício do estado e, infelizmente, o preço de se conviver custa a condenação à prisão social sob grade e grilhões de regras da sociedade, de cada indivíduo,  em detrimento de cada indivíduo, e a liberdade absoluta da minoria em comando, no auge do poder político e econômico que determina tudo o mais, que infla a sociedade e curva a cultura até a subserviência dos cientistas e outros profissionais da técnica. A salvação está na arte, na poesia e na filosofia, que continua renitente a questionar e não aceita a norma de rebanho colocada pelos leões e lobos em alcateia. Nas sociedades humanas tudo é políticas e direitos, esses dois déspotas de um estado sempre totalitário ainda que impensado e impensado tal mesmo por muitos poetas ( artistas) e filósofos ( pensadores livres).Vide Guernica de Pablo Picasso, que retrata a política e o direito, no que são de fato quando nus e sem rebuços.Pinacoteca.
A técnica  é denotativa, não traz o elemento humano completo do sentimento e razão, essa anatomia e fisiologia da mente e do corpo,  funda-se tão-somente na razão, o que em si é desumano e alienante;  apresenta-se, outrossim,  em linguagens matemáticas de equações e expressões aritméticas e algébricas, as quais trazem em sua concepção para o desenho um tipo de "nous" para a função do número, ou numeral, que é o objeto dessa inteligência do cosmos e do homem, pois o "Nous" é uma inteligência reflexa do cosmos e do homem ( uma inteligência-Narciso ou narcisista ), inteligencia que se reflete mutuamente no cosmos e no ser humano como sabedoria e conhecimento, tendendo a unificar-se, ou seja, tornar-se apenas sabedoria, pois o conhecimento ou erudição não passa do registro imperfeito e ligeiro da sabedoria que perpassa cada fato mínimo produzido em natureza .
Esta inteligência ou "Nous" do número, ou da quantidade ( a quantidade enquanto percepção a imbricar práxis e técnica ) está no traço  e na figura geométrica mínima,  e nas linguagens-matemáticas-simbólicas e linguagens-linguísticas, conforme o objeto da "inteligencia" ( "Nous") venha a ser para quantidade ou qualidade ( representada pelo conceito de número e seus símbolos e signos abertos nos sentidos vetores, escalares sensíveis à mensuração ou insensíveis à mensuração dos sentidos e possível somente de alcance pelo intelecto, que extravasa o mundo sensível ao infinito matemático ( todo o sentido do universo da linguagem matemática está no infinito, no eterno e no nada : o zero enquanto noção puramente intelectual, imperceptível ao senso comum) ,  ou pela concepção de nome com seus respectivos signos e símbolos fechados em significado); linguagens estas que servem a filósofos e cientistas, poetas e religiosos, místicos e homens de práxis ( ou da práticas, que diferem do homem de práxis), os quais , (todos!),  têm o número e o nome como objetos originários e originados no "Nous" ( inteligência ) : no "Nous-reflexo", reciprocado no cosmos e no homem : o eterno e infinito mito do Narciso olhando seu reflexo à lâmina d'água. O homem é a forte expressão de Narciso ou do mito assim posto vegetal e animal e humano, na poesia da qual se reveste.
Na concepção desenhada para a técnica, com números e figuras matemáticas, o "Nous" é denotativo; na concepção para a conceituação da práxis, ocorre indelevelmente a marca humana e o o "Nous" reflexo ou refletido e defletido origina uma  conotação, algo inerente ao ser humano. trata-se, a conotação de uma forte carga e descarga de sentimentos e percepções que  se espraia nas atitudes humanas, ou práxis, que são os atos maiores e nas técnicas, atos menores, vinculados a objetos, artefatos ; arte menor. Inobstante, são atos complementares e suplementares a técnica e a práxis, caso contrário não se tornam políticas, mas apenas atos políticos alienados, minorados por interesses escusos, os quais se alienam do homem nas instituições do direito, e, ao invés de serví-lo, são servas das instituições, empresas, sociedades, associações , sindicatos, partidos,alienações do pensamento, o pensamento posto ( em-ser ou em-ser-raiz e matriz humana ) no mundo sem retorno crítico, porquanto o retorno crítico somente vem ela práxis do homem, vez que a "práxis" institucional é ma impossibilidade devido a cristalização a que tende as instituições e a ausência de pensar crítico que faz as instituições. As instituições são governos, formas de dominação política de animal-alfa e beta,  e todo governo é constituído por miríades de atos e fatos despóticos. A tirania das instituições "lavadas" em governo formam a democracia e qualquer outra forma republicana ou monárquica de governança.
Aliás, o direito usufrui inconscientemente das linguagens matemáticas ao operar com o conceito de equidade, palavra-raiz para equação: é, de certa forma, uma linguagem-matemática mitigada pela política que pervade a alma da ciência jurídica, um conhecimento conturbado por interesses brutais, resolvido na tacape, na ponta da faca. O direito é uma violência mental que se posta como ameaça clara antes de desferir o golpe fatal, indefensável. É uma forma de crucificação que o ser humano pode evitar se obedecer prontamente à ordem.
Por outro lado,  a mente não encontra a práxis, pois ela não está em seu universo anverso, sem sentidos-guias ; a mente não tem a aptidão dos sentidos, não possui sentidos, por isso é cega, surda-muda e não possui qualquer senso real, senão o senso de si, do seu universo solipsista “paralelo-geométrico”, mensurado e desenhado em Euclides, depois Descartes e outros geômetras eminentes. A mente pensa, ou seja, não está de posse da efetividade , nem na efetividade ( e sim no microcosmo do geômetra que se desenha na figuras geométricas), por isso distorce espaço e tempo e os curva à luz. Desmonta e remonta o espaço e o tempo real, efetivo, como ocorre na fecha de Zenão de Eléia. Por isso o ser humano não em como saber, mas apenas conhecer por meio de técnicas que aplica em terapia, no desenho, enfim, nas linguagens matemático-linguísticas, que alimentam a filosofia, a ciência, através dessas artes que são as linguagens, expressas e impressas em equações, discursos, desenhos, terapias, músicas, fabricação de artefatos, leis, nas engenharias e nas arquiteturas; enfim, nas várias “literaturas”: há uma literatura para as matemáticas nas equações e outras expressões aritméticas.
A ciência contempla o ser : um objeto de linguagens, com lastro em signos e símbolos humanos; a técnica é uma ação ou fazer, um ato, enfim, que divide ou partilha o tempo e o espaço com os sentidos, os quais estão focados na sabedoria presente e viva no universo, que se transmuta no unicórnio teórico.O fazer, ou ato,  é um teorema, no qual vem mesclado o ato de pensar e distorcer ao ato de agir dentro do tempo e espaço efetivo.
Os pensamentos de Newton  é melhor expresso por teoremas binomiais que por meios teoréticos ;  equacionam para mensurar o movimento em tangentes : é o pensar de um engenheiro inato, universal, um pensamento que carrega a técnica na linguagem matemática e torna a matemática o primeiro instrumento do conhecimento.Newton fabrica instrumentos intelectuais, assim como o homem primitivo das cavernas fabricavam instrumentos de pedra ou pau, dentre outros.É um pensamento sóbrio, racional, puramente racional, sem emoção, e, por isso, não sonha, jamais se permite sonhar nem sondar o onírico, porquanto é um pensamento para a vigília : cuida apenas da efetividade como sói ao engenheiro genial. Por isso não atingiu ou sucumbiu à popularidade de Einstein, que sonha, especula,  e ao sonhar e especular ganha o vulgo patético, amante do espetáculo burguês ou romano. Einstein, ao sonhar,  evoca o pensamento de Zenão, o eleata, no mover da fecha, um quadro de sonhos geométricos, que lembra os movimentos imagem a imagem do cinema. Aliás, é a geometria que faz todos os objetos de ciência, por ser sua linguagem primeva e fundamental : é a geometria que move e desenha as tangentes de Newton em senóides ou parábolas, com as quais se analisa a geometria no âmbito da realidade natural.
Freud, ao analisar o sonho, em seu teor simbólico, sua carga de simbolismo, não apaixona tanto o público, pois a análise psicanalítica tem uma frieza que queima, como toda a racionalidade expressa, e, consequentemente,  não encanta como o canto da sereia ao "público alvo"; no entanto,  sonhar com viagens no tempo, em companhia de Albert Eisntein, aquece o coração na lareira da paixão poética. Aliás a teoria das curvaturas do espaço de Einstein não passa de ser um plágio camuflado das tangentes de Newton.
Newton produz teoremas porque prova tudo o que assevera com experiências naturais, reais, efetivas, tiradas à natureza, como no caso da experimento do prisma, ao decompor as cores do espectro,  ou da lendária maçã, a qual  Newton mordeu e arrancou um pedaço com a boca de Jobs! Já Einstein cria experimentos para comprovar suas teorias, ou seja, vai da teoria à teoria construída nos instrumentos que  provam e, no paradoxo roxo,  erram por provas e nada provam, senão o que imagina prover com argumentos, fechar com linguagens.
Einstein sonha o pensamento de Newton ; faz do pensamento do filósofo natural um sonho de uma noite de verão.

domingo, 5 de agosto de 2012

PRAGMÁTICO - verbete glossário léxico

Rua pequena 
pequenina
cabe e coube na pena
do pavão ( que sou! :
Que sou eu?!...)
do faisão...
Mas meã não! :
- anã branca ao sol pálido
cálido
em seu calado
prenúncio da calada
preta na meia da noite
assombrada por trevas riscadas por coriscos
coruscantes
e ribombos no bombo
tambores
desenhando senóides no vento
( As ondas senoidais são o balanço geométrico
Euclides dançante
em corpo de baile
com a dança que balança
e embala
a água e o ar
na corrente eletromagnética
mudando e movendo o espaço
com um dos atributos do tempo
que é o movimento
- motor matemático
na equação literal comunicada
na análise da parábola cartesiana
que dança e canta e dana-se em parábolas!....:
- sem Jesus!!!
Dança é música de Musa em silêncio profundo e longo
- longo gongo!
cujo duo de voz é a melodia e o silêncio
- algébrico silêncio abacial )

A rua com seu casario
vinha de praça com estátua equestre
de presidente egresso do império de barbas
que errava pelo império de Dom Pedro
e rastejava qual quadrúpede
bêbada em tropelias
até uma velha ao cabo da vassoura do vento
- uma velha construção cor cinza-diabos
na pintura do tempo em corpo tatuado de lagarto
aonde funcionara uma indústria
aos pés e passos da linha férrea
e que ficara com inscrição em latim
ao frontispício
depois que abrigara uma academia de ginástica aeróbica
porque não tinha química para ser anaeróbica
respirando por bactérias
( Construindo e desconstruindo a alvenaria negra
lacertídeos que emprestavam matéria
às paredes do galpão
que se constituía em corpo desses lagartos negros cinzas-diabos
ao se cruzarem num ponto de tricô ou croché
da velhinha-do-tempo
que os tecia em uma mantilha
um agasalho ou um sapatinho de bebê )

De um a outro lado da rua
as casas cochichavam
brancas amarelas azuis...
( quatro casas a barlavento da lua
e seis a sotavento do sol )
e cochilavam à noite
remexendo-se na insônia
que não cabia no leito
por causa de um beijo
fora do tempo e do espaço
- ósculo de amantes

livre do mal da bruxa

da maldição da feiticeira

que não pode macular 

o imaculado coração de Maria

que bate o martelo no peito da bem-amada
( Aquele beijo
Oh! aquele beijo delicado!
mui apaixonado!
metade sonho ou a meio ou em meio ao sono
mixórdia de matéria e energia de sono e sonho
onírico e real
ou a um passo do real
- aquele beijo que nunca nos selou os lábios de carne!
vindo direto nos lábios dela
no escuro da câmara
subjugando-nos no enrosco serpentino do silêncio
- beijo de lábios colados...
Ah! inesquecível amplexo de Íncubo e Súcubo
ainda que irrealizado
ou semi-realizado entre o surreal e o real
que perdura dentro da alma
ou das duas almas
que  o quiseram realizar
todavia não o puderam expressar
fora do entre-sono
entre-sonho
que selaram os lábios ali
para sempre
entre o que é sonho e vigília
matéria e energia
Contudo o beijo veio dos lábios da amada real
em natureza física composta
separada de mim apenas pela barra da alva
as penas da garça
e a flor de laranjeira
na guirlanda de noiva
cujo nome está escrito
no paul em que vi a saracura
saracotear-se
em toda a minha poesia
( Minha poesia é uma linguagem
toda  voltada para dentro
que lambe com a língua
o que está no fundo do favo
e  traz à baila
o mel da melhor abelha
retirado do néctar da flor
que preconiza o fruto
a boca e os dentes e a fruta
- o metabolismo, enfim! ))

A idade da rua é a idade da cidade idosa
dos idos do século
com ordens seculares e regulares
ordens para suprir o tempo
e regras para se isolar do tempo
nos claustros dos mosteiros
nas abadias
sob regras
severas regras de São Bento Abade
a tirar o  mosteiro e o monge do mundo temporal
substituindo tempo por regras pétreas
( O que teia aquele tempo
é a teia de aranha
- teia da vida
que telha a dor moral
advinda do social
pela ciência do antropólogo traduzida
em signos e símbolos
que a expressa )

Em menina descalça na monja carmelita
a rua em criança no tempo
devia atravessar-se
nos jogos lúdicos
correndo de um lado a outro da rua
branca rua com cara de lua
branca do branco da nuvem
e da graça da garça refletindo o gládio de luz do sol nas penas
( Branco ou alvo garça
do pote da torrente do São Francisco
rio para potes de gerações de homens e ervas
arbustos animais e árvores frondosas )
nas gotas de rocio
no ponto do orvalho
que tecia e guardava um par de sapatos de lã
do bebê que viria em mim
na manhã da outra manhã
ou na madrugada gélida
com vento nas ventas dos moinhos de vento da Holanda
( Quando se é mui jovem
a literatura védica parece distante
no passo em que pisam as estrelas
longe do burburinho quotidiano
porém com a maturidade e a erudição
acha-se os Vedas no sebo da esquina
em suas garatujas originárias  )

Por um lado da ruazinha mansa e pacata
subia-se lentamente à casa de Rachel
- a "Dona Rachel" de andar algo fleumático
mulher em lipídios
tecido adiposo
onde não pousa a mariposa
de voo piloto na chuça da chuva em chuço sem rebuço
e do vento que ali passava
entre corredores
(  O vento é um corredor olímpico
atleta tetra
no corredor das borboletas
abertas as aletas
alertas no planador
que flutua em flor branca
do ar ao solo
calçados por ervas )

No princípio da rua
casa roxa com alpendre
olhava das janelas para o portão
- roxa casa enroscada na glória matutina
a soprar trombetas lilases
e indo índigo plantar
um bem de raiz
- a anileira!
Indo ainda ao indígena indigente
sem sinal ou som de língua indo-européia
assim como fui também indo índico
pelo caminho do índio e do hindu
com meus versos em trovas
com ovas de peixe
escritos com sumo de limão
no verso anverso do universo
versados em mamão à mão do violão
versejados por versejadores tais e quais
cheios de tantos ais!
na metragem metralha 
esparsa no espaço esparso da tralha...
- ou da gralha grelha galha palha...
Valha-me Deus!... )

No fim da rua
a casa do poeta
ficara com o legado do suicídio
Calçada alta
timbrava a solidão
com o brasão da morte do poeta
que se suicidou
Era um homem de sobrenome Quinaud
senhor de versos versus o mundo
( versado no mundo erudito?! )
com poesia escrita no sumo do limão
no infinito invisível
de uma noite negra e apagada de qualquer luz difusa
até no túnel ou labirinto do sonho
Nunca li um ceitil
nem um til
de sua poesia febril
- poesia para miosótis e sopros de jasmim
e outras flores de sopro perfumado ao vento de escotilha
que vinha na vinha de voz de minha mãe
em gavinhas e uvas no caramanchão ou pérgola
( Minha mãe é quem me falara do poeta suicida
porquanto amava a alma dos poetas
que para ela era um poeta
dentro de outro poeta
numa sucessão de poetas individuais
imbricados no mito de barro e papiro
das águas do pote com peixe de Jesus e discípulos
que era o rio São Francisco
de cachoeira em cachos cantantes
sem a planta do papiro
- Mãe, que se casara com um homem pragmático,
insosso
sem chão na poesia
sem escabelo na arte da erva
arraigado aos vegetais da cerveja
envasada na indústria de silêncio em flor de campo
da deusa Ceres
a senhora dos cereais
maltados ou naturais)

Uma noite
sono em plenilúnio
sonho com novilúnio
em plena travessia pelo onírico
- para o lírico do lírio na lira
entrei pela porta da frente de uma casa daquela rua
e ao sair pelos fundos
abrindo uma porta de madeira
- estava na China comunista!

Rua, ruazinha, travessa, viela... 
 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

REMANSO - lexicografia etimologia etimo



Como posso me perdoar
se  a tulipa negra que tenho
está na literatura de um esteta
- num romance de Alexandre Dumas
um literato de boa cepa
e não em plantio?!
- Não em terreno de orvalho
rocio brando no branco da pomba refletida
pelo aljôfar da madrugada dada sem gado caprídeo
mas na flecha empós o que o arco veio a flexionar
( Flexão e flexível não é a flecha
na aljava do espaço de Zenão de Eléia
um eleata, o Zeno
- a escol da ontologia )

Como vou me perdoar

se a campânula azul
contígua ao céu
é um véu distante :
estrela alfa ou beta
nalguma constelação táurea ou ursa
em Nebulosa de Gato
na névoa da noite
com a brasa apagada no carvão da lenha
ou hulha?!
Perdoar não é pendoar
remir
o santo no remanso
em mansuetude

O perdão tem haste na geometria

flor a brotar de dentro
do que nem é rododendro
ou rodopio
pio 
- pio eremita 
no deserto
que é o mundo
 
São joão batista biografia vida obra hagiografia iconografia pinacoteca el greco dicionário wikcionário wiki wik dicionário onomástico enciclopédico etimológico científico jurídico enciclopédia delta verbete glossário lexicografia terminologia nomenclatura jarjõ jergão biografia vida obra

sexta-feira, 6 de julho de 2012

VIR-A-SER - dicionário wikcionário wiki wik dicionário etimologia etimo verbete glossário lexicografia enciclopédia delta




Uma mulher de verdade
( de fato, real ou natural )
existe durante um período de tempo
tal qual o átomo
na Tabela Periódica dos Elementos
de Mendeleiev
quando as condições
que contribuem para a mutação da matéria
então adstritas a um período de tempo
no qual o átomo está plenamente constituído
até se desmanchar
no borrão do período  de tempo subsequente
ao ganhar ou perder elétrons
em suas camadas periféricas
aonde giram
lépidos

Existe o átomo somente durante aquele período de tempo
com sua camada nuclear
onde estão fixos ou rijos
nêutrons e prótons
e o elétron ou elétrons
orbitando a periferia
e tracejando o desenho
na forma de uma elipse
em gramática geométrica e algébrica
( esta para arabescos )
e na fórmula da equação elipsóide
na gramática da matemática
que descreve o diagrama esquemático
espaçado no debuxo
em bosquejo...
( de pejo?!)

Antes, no tempo zero,
tempo matemático,
- período de tempo em linguagem matemática,
não há átomo algum
Ah!, aliás, há átomo zero
transcrito abstratamente
pelo zero matemático
que põe o zero na conta
do nada
nadificado
em ratificação  matemática-algébrica
ritmando o som da aritmética
no espaço para o silêncio inocente da geometria
euclidiana-analítica

Depois vem um tempo em período
surgindo no nada espacial
( num espaço imóvel
sem o giro do tempo
que ainda não veio
e ficou velho no veludo do velocímetro?! )
a adicionar um próton e um nêutron
a fim de fixar um núcleo atômico
em volta-pião
e em torno do qual põe a circular
circunavegar
em anel de núcleo atômico
um elétron orbital,
que transcreve o espaço
no desenho geométrico-analítico do espaço em elipse
com o giro elipsóide
exprimido por  voz escrita e cantada em equação
para louvar o nascimento
do átomo de número atômico um :
o hidrogênio
  - átomo de primeiro natal
o Cristo atômico-metafórico
na Tabela Periódica dos Elementos de Mendeleiev
o sábio profeta e anjo russo
- um barba-roxa ou barba-russa
que anunciou o tempo em períodos para cada átomo

Em outro período de tempo
registrado na Tabela Periódica dos Elementos
dá-se o desmanche do manche do átomo de hidrogênio
quando no canal daquela Mancha
entra outro elétron a compor
a camada periférica do átomo
que soma ao número atômico
mais um elétron giratório-somático
acrescendo à massa atômica de um
a massa com dois elétrons
- quando o átomo de hidrogênio
deixa de ter um período no tempo
falece
perde tomo no espaço
pois o período que entra
carregando de energia a matéria vivaz
vem a possuir massa atômica de numeral quatro
ao trespassar um período lançado
em lanceta
no tempo e espaço
para abrir caminho ao átomo de hélio
um gás dito nobre
bem-nascido em berço de hidrogênio
( já antepassado no período
em o hélio é infante grimpante )
a evolar-se
leve como a leveza
( mas mais leve
que o ultra-leve hélio
é o hidrogênio a levitar
e mais leve ainda
o zero atômico
sem graça
de massa
sem manche no desmanche do comanche,
ó intolerância brutal!  )

Quando uma mulher existe em corpo
está presente na matéria orgânica
é um organismo na química orgânica
no corpo da fisiologia
que tece todo o corpo anatômico-mental
na magia da alquimia
transmutado em ninfa...
- então seu corpo rotundo
arredonda
abre e cobre um diâmetro
aonde não vai ainda
aquela menina
que ensaia com a saia
mas não sai da saia
porque em saia justa
- ainda!
Temporã
demodê
ou vintage
a jovem antes do período
aberto para a mulher
Nem sobeja vereda
na sépala da flor
aonde não vai mais
nem a civilização Maia
povo do milho
com império de pirâmide
renitente no tempo
nem tampouco aquela mulher
em desmanche no ato-átomo
que passou do ponto atômico
da massa atômica
do período de tempo
prescrito na Tabela Periódica dos Elementos de Mendeleiev
e  deixou de ser mulher na flor dos anos
ao sair do período
que pertence à deusa Hebe
e passar ao passo roto do tempo periódico
de maturidade em meia-idade ( meia-vida)
com algo de Palas Atena
- que já vai há tempos rotos
longânime
pelas beiradas
à casa da decadência
onde habita
sua vetustez radioativa
em cãs e cães e gatos e plantas companheiras
- casa aonde vai morar a bruxa
que será queimada
na pira funerária da Inquisição espanhola

Quando  uma mulher ganha o corpo
pós-púbere
os cabelos bastos e opulentos
longos por todas as longitudes do mapa
em bandós
fulvos
nigérrimos
ruivos
ao véu
ao léu
de deu-em-deu
na batida rítmica do vento
na forma corporal de Vênus
inebriante na fragrância a exalar
a ponto de tomar a totalidade do ar
e está íntegra
no modo de andar
olhar
sonhar com o olhar
ao passar o brilho vítreo de adaga nos olhos
ao falar com um timbre na voz
tirante a um Tibre
à jusante e sotavento montado num tigre
ou à barlavento
à foz
ao delta
do rio em corredeiras...: 
- tudo nela diz
 ali em flor-de-lis
que está presente
- que está no período tempo
onde o ser é
e não erra
errabundo
errático
errante
- no corpo de uma mulher de fato
presente no tempo
e no período de tempo de ser mulher!
- na hora marcada na tabela dela
também periódica
com elementos sanguíneos
manchando o manche no escarlate de flor
ao sol que repinta o carmesim
carmim sim
cochonilha
enfim

 A mulher 
( ser idealizado )
vestida de sonho
Lilith em fuga
ou raptada e oculta
pelos óculos e para o ósculo
na aldeia congelada na imaginação do poeta menor
o qual conhece melhor
os ventos virtuoses
os quais tocam os moinhos
diretamente no coração
do vento nas ventas
da avena
- a mulher
assim posta pelo artigo definido na gramática
 é meramente uma concepção essencial
não existencial
mero atributo em determinada acepção
do pensar filosófico
no por do ser
e no por do sol
do vir-a-ser
essencialmente :
A mulher em locução precedida de artigo definido
é um ser fora da rosa dos ventos
no que difere de uma mulher
a qual é uma realidade existente
no tempo da existência do átomo
em seu período e massa atômica
na plenitude sexual
- exercício de amor
na paixão de Vênus
Venérea :
venerada
venerável
e Veneranda :
- Uma mulher em pelo
pelos cabelos!
Ficheiro:Lilith (John Collier painting).jpg
  Lilith ao espellho-narciso epiceno

sexta-feira, 22 de junho de 2012

LIMOEIRO - nomenclatura binomial terminologia científica taxonomnia taxionomia botânica biologia verbete lexicografia glossário dicionário científico wikcionário enciclopédia delta etimologia etimo

A luz matinal
quase dilucular
a coar-se ( escoar )
entre os interstícios das folhas
de algumas árvores e arbustos
as quais enxuga com toalha
tecida no altiplano solar
ou platô...:
- é o primeiro respingo de manhã!
no céu em fogo
discutindo o dilúculo ainda
ao viajar na carruagem de fogo
descrita crível na toada do profeta
hebraico
aos gritos histéricos
em grande clamor
que faz tremer a terra ( terremoto! )
que o indivíduo tem assentada por dentro da alma ( sopro de oboé )
e de pedaços de espírito ( outro sopro de ventania para oboísta tocar
com sutil fôlego )
ou em barco
sem vela com vela de estrela padrão ( cefeidas )
pelos céus do Egito dos faraós
e posteriormente
ou quiçá no mesmo plano de história-mito
( desprezando a cronologia )
com o barqueiro Caronte
cobrando o óbolo ou danake
( moedas da antiga Grécia )
preço pago para o morto poder atravessar as águas do rio Estige
e do rio Aqueronte
afluente do rio Styx
oriundo do mundo dos mortos
Todavia havia a fuga pela planície dos Narcisos
( havia ou há ( e há de fato ou de direito!) ...:
ou hão-de haver
uma população "polpuda" de Narcisos perdidos nela?!... )
e o mergulho na corrente ou torrente do esquecimento
no rio Lete
que se localizava no Hades
aonde bebiam ou tocavam os mortos
a fim de olvidar a vida pregressa
( rio de vodka ou cerveja?!, esse Lethe )
ao bebericar gota a gota
em conta-gotas
até o esquecimento
antípoda da alétheia
que significa verdade ou realidade ou desvelamento
em grego vetusto
Entretanto, havia outra água clara
inodora e incolor ao espelho para narciso do lápis de cor
a qual, outrossim,
se dava de beber ( e ainda bebemo-la
em opção à vodka clara ou a cerveja amarelada )
originária do lençol d'água de outro rio subterrâneo
outro lençol freático ou aquífero
- que descendia e desce decente e mineral
do rio Mnemósine
que tudo fazia recordar
e levava o bebedor à onisciência
no desvelamento
do filósofo e dos deuses e dos poetas
criador dos deuses e anjo
que sopra a inspiração nas narinas do filósofo
em consonância com o ensinamento secreto das religiões esotéricas
que faz ouvir sem ouvidos
o toque do oboé silente e invisível
que vem de dentro do oboísta sem oboé ou melodia
- ritmo que seja!
ou não seja
na harmonia do contraponto
no caminho da fuga de José para o Egito
pelo deserto
no qual todo indivíduo se retira
por um tempo de vida eremita
pára amadurecer ou chegar ao amarelo solar
do fruto no pensamento
com gusanos como alma moventes
dançantes
que morrem quando expostos
ao fogo do sol matinal
e deixam prosperar o fruto
que será a fruta
quando levada às enzimas à boca pequena
ou grande como o deserto
(Não estaria o Letes nos Campos Elísios,
consoante algumas versões rezavam?! )

A aurora é o primeiro fogo solar

o primeiro motor a ligar a luz
( conforme Aristóteles em frase armada há milênios na escrita )
- e a respirar luz ( um ar imaginário em Lúcifer )
como se fora  uma motocicleta Kawasaki Ninja
em grande velocidade
a sugar o ar das narinas do anjo
e encher seu motor
que se nutre e "vive" de ar
- ar que é sua alma
sua atmosfera  
Kawasaki-ZZR1400 2007TMCS.jpg
( O motor de uma motocicleta Kawasaki Ninja
é um pulmão para a vida
e um fole para a música
de sanfona
acordeão
ou instrumento de sopro ;
fagote clarinete trompa flauta
flautim ou "piccolo"
No motor e com o torque do motor
fazemos de tudo para fugir da morte
em alta velocidade
e refazendo a respiração do anjo
que é o homem a caminho
o andarilho por trilhas
A motocicleta respira o anjo
antes dele inspirar
antes dele soprar
o oboé em Lá )

O anjo não sopra seu sopro musical

para tocar a sensibilidade
através dos dedos longos em senóides
que um oboé vem a inspirar
( e posteriormente expirar
cessando o movimento da onda senoidal )
no nariz de uma motocicleta com cariz
tal qual faz com o homem
quando alienado no oboísta
na orquestra sinfônica ou filarmôrnica
ou no deserto de Atacama
que ataca cada um
em determinados momentos intensos )
No soprar da motocicleta veloz
se dá o contrário quadrado
quadrático
em raiz quadrado do conhecimento ( linguagem)
e enquadrado assim :
- é a motocicleta que inspira
o ar nos foles do anjo
antes do anjo ter a chance de vir-a-ser
e soprar seu oboé no motor Otto
enquanto primeiro oboísta dado no imaginário :
- um latifúndio sem fundo mental
a soprar vida em terra metálica
ou terra industrializada no metal
da fábrica da Kawasaki
com cor no matiz  verde-limão à carenagem :
é essa motocicleta que sopra a vida no nariz do anjo
que enche o pulmão
e o fole de música e vida
- que é mais que Musa ou Música!
Aqui o anjo muda a direção vetorial do sopro vital
ao soprar no anjo morto
decaído entre as folhas do outono amarelo 
um ar
que já se transformou em fumaça
- que o anjo natimorto fuma

A motocicleta vem tracionar

uma vida ao oposto
que se enceta com a morte
e é soprada pelo pistão
- novo arranjo de anjo
para banjo
com "Fiat lux"
de latim em vulgata
na faísca da ignição
que recria o universo
em colônia
numa cultura
que faz falar a técnica
- dá "logos" ( lógica) à técnica
na tecnologia
que diz o "logos"
nos verbos da língua e das matemáticas
e álgebras filosofantes
a erigir uma geometria própria
ao esquecimento de Euclides
( a geometria complexa dos arabescos 
que empreendem a saga de sabedoria 
e beleza do corão ) 
Montado sobre este cavalo-força
ou de força bruta
de elmo-capacete
cavalga  célere um cavaleiro medieval
um cavaleiro templário
um cavaleiro do apocalipse
um piloto de motocicleta
- enfim, todos em mixórdia contextual
em Dom Quixote de La Mancha!
a galopar sobre a cela do rocim!
- todos estratificados numa camada contextual da história
arqueologia
separados em estratos
mas paradoxalmente juntos
unidos em um
num ser perfeito
que carrega a história no alforge
- todos eles unidos pela intersecção  intercontextual
que os fazem muitos
e o mesmo cavaleiro
a buscar o Santo Graal
ou a Vitória alada
-(de Samotrácia!!! )
ou o que seja
que Dom Quixote buscava incessantemente
irracionalmente
- na busca de todo indivíduo
inindividuado
comunitário
nos cavaleiros
que se mesclam
em um ser eclético
ao gosto de Hegel e Marx 
filósofos do ecletismo sintético
da indústria do pensamento
- indústria de rouco e  ronco de silêncio 
com diálogo de violino e piano em pianíssimo
sob sono e sonho
e solitude de aranhas e moscas
em suas teias de aranhas sujas
- pesadas nos grânulos flutuantes de poeira
que a respiração dos anjos trazem
dos longos anos de vida
desses longânimos seres
feitos da mesma matéria-metafísica dos cavaleiros
que por aqui passaram
por fim no piloto de uma Kawasaki Ninja
na limonada e no limão em cor matizada

( Estes  são singelos apontamentos
para um anjo respirado
ou aspirado
interceptando o vento ( velho moinho)
antes de chegar às ventas do anjo
antes da sístole e diástole
através da respiração do motor
turbo ou turbo-compressor
- um artefato nato-cultural :
com origem no motor Otto
inspirado no amor do oboísta
que toca o oboé baixo em Dó
para o anjo quedo
junto ao outono escrito
no chão rodado pelas folhas descaídas
( o outono é o anjo decaído
face em folha amarela-letárgica )
- outono desenhado em norma para geometria ou álgebra
geoglifado-hieroglifado em signo amarelo
ao rés-do-chão com símbolo em letargia
com folhas ou flores em decomposição amarelo-letárgico
de plantas decíduas
que desceram com o anjo
para o qual sopra em silêncio sepulcral
um oboé "d'amore" em Lá
e responde
em responso
outro oboé "piccolo" em Fá...
Sopra, ó oboé barítono! :
- sopra a alma na fase outonal de Vivaldi 
também no pistão de uma Kawasaki Ninja! 
- motocicleta que passa por dentro do verde limão 
e adentra o limoeiro inteiro
tirando tinta daq clorofila
via folha verde
tocada pelo violinista verde
que a pinta com dedos na cor verde do limão folheado 
em  cordas e baqueta
espargida pelo som do violino
( um Stradivarius executado por um virtuose definitivo)
mas não passa pela flor branca
que furta e barra a cor banhada no limão 
 na barra da alva 
que se levanta ao levante  
 clamando por abelhas e colibris
no feromônio posto no aroma que exala      
ao sugar todo o fôlego do anjo
que cai por terra na folha e flor amarela    
morto em trevas despedaçadas da cor do limão
ao rés-do-chão em tom fatal de outono    
numa febre amarela pendida do verde 
queda na queda 
sem pára-queda ou parapente                                             
 Ficheiro:Kawasaki Ninja 250R 2007TMS.jpg POST SCRIPTUM : A Kawasaki ( Kawasaki Heavy industries, é uma companhia internacional, com sede em Kobe, no Japão, unidades em Minato e Tóquio, respectivamente, que fabrica equipamentos de transportes :aeronaves, navios tratores, trens, robôs, dentre outros.        
Não obstante, o que tornou a Kawasaki famosa no mundo inteiro foram as motocicletas ou motos kawasaki, cuja fama atravessou fronteiras inimagináveis, superou espectativas, conquanto tenha sido criada para isso, uma vez que a motocicleta tem uma capacidade de aglutinar emoções e individuações que os demais produtos da empresa não têm, mormente por causa das corridas e, quiçá, porque a motocicleta tem muito do cavalo, inclusive as corridas, que começavam com as corridas de cavalos em hipódromos. Sua força motriz é mensurada por cavalos ( HP, que significa Cavalos força ou quantidade de imaginários cavalos em força que dá empuxo ao motor ).
Sua velocidade depende da cilindrada.Neste sentido são classificadas em duas categorias : motociclos e ciclomotores, conforme a cilindrada permita realizar uma maior ou menor velocidade. 
A Kawasaki, sendo uma moto ou mota ou motocicleta esportiva, participa de campeonatos : Superbike, Motocross, Rali, Supermoto, Moto GP, etc. 
Tipos de motocicleta, quer sejam Kawasaki ou não : Bobber, Gran-turismo, Custom, Chopper, esportiva, Fun Bike, Hiper Sport, Maxi-Trail, Minimotos ou Pocketbikes, Naked, Off-road, Scootgers, Side Car,  Street, Streetfigter, Supermotard, Underbone, Wheelie.   Motocicletas representam em série o desejo de muitos, principalmente no que se refere à performance.  
Vide taxonomia, taxionomia, nomenclatura binomial, terminologia científica dicionário científico, botânica, biologia, zoologia, entomologia,lexicografia, verbete, glossário, wikcionário, dicionário, etc., bem como Kawasaki : biografia, síndrome, cidade, motocicleta, indústria.Este nome atua em vários contextos.